Esta semana foi tempo de visitar alguns dos lugares que faltavam e de aproveitar os últimos momentos com a família inglesa. Os dias finais foram passados a visitar alguns "colleges", revisitar livrarias, museus, despedir dos amigos e professores e a ver um filme familiar na televisão gigante.Mais uma despedida, mas desta vez sem tristeza. Claro que sentirei alguma melancolia ao recordar as ruas entre os muros da Universidade, os esquilos, a escola, os parques e jardins, as ruas da cidade.... Ruas que um dia foram tão diferentes... esta semana descobri também uma pintura com alguns seculos, onde a high street não tinha carros e poucas pessoas passavam na rua, quase na sua totalidade de togas e chapéus da universidade....Contudo o que mais marca são sempre as pessoas. Esses seres incompreensíveis que nos surpreendem a cada instante, que nos enriquecem a cada reacção e nos fazem felizes. Ainda que não nos recordemos do nome - acessório sem importância, ao contrario do que diziam os egípcios - o importante é a face e o que representam para nós. Ainda que não nos reencontremos espero ter deixado algo no coração dos que cruzaram o meu caminho tal como eles me deixaram a mim. Não é só aqueles a que chamamos amigos, também os desconhecidos como aquela rapariga chinesa, que num dia particularmente atribulado na cafetaria, ao ver que eu estava a comer em pé por falta de cadeiras, se levantou da mesa na ponta e me trouxe a sua cadeira "This is for you". No meio de toda a confusão e de tantas pessoas à procura de uma cadeira, ela viu-me ao longe e fez questão que a sua cadeira me servisse a mim. São estes pequenos gestos que marcam a nossa passagem pelo mundo e que nos emocionam.
Ao despedir-me apetece-me sorrir, um dia voltarei (ou talvez não, mas por segurança deixei alguns sitios por visitar), por agora resta-me usufruir da música que oiço nas ruas, do cheiro a bolachas e de ter uma casa quentinha à minha espera.
Ao despedir-me apetece-me sorrir, um dia voltarei (ou talvez não, mas por segurança deixei alguns sitios por visitar), por agora resta-me usufruir da música que oiço nas ruas, do cheiro a bolachas e de ter uma casa quentinha à minha espera.
Afinal porque chorar? Como uma vez um amigo me escreveu quando chorava porque nos separavamos: "... l'importante è che non siano lacrime di tristezza... sei soltanto all'inizio di una brillante e lunga vita di sucesso... " Não digo que seja sucesso mas sei que amanhã algo de novo e fantástico me vai encantar.
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