
Como já tinha relatado a viagem para Sarajevo foi iniciado pelo fim da tarda e chegamos aos primeiros raios de sol.
Partimos com apenas uma informação no bolso: foi nesta cidade que se deu o assassinato de Francisco Ferdinando, o que despoletou a Primeira Guerra Mundial. Criamos pisar este local!
Quando entramos no autocarro o choque foi quase como o da viagem até Zagreb, mas aqui acreditava que ninguém falava italiano, muito menos inglês. À parte de uma senhora muito bem vestida que seguia num dos lugares da frente eu parecia ser uma ave rara num universo masculino.
Para descontrair o ambiente começamos na brincadeira, a falar alto e acabamos sempre por meter umas palavras em inglês, o que logo no inicio da viagem despertou o meu companheiro do lado (nós seguíamos frente a frente em lugares para quatro).
Quando entramos no autocarro o choque foi quase como o da viagem até Zagreb, mas aqui acreditava que ninguém falava italiano, muito menos inglês. À parte de uma senhora muito bem vestida que seguia num dos lugares da frente eu parecia ser uma ave rara num universo masculino.
Para descontrair o ambiente começamos na brincadeira, a falar alto e acabamos sempre por meter umas palavras em inglês, o que logo no inicio da viagem despertou o meu companheiro do lado (nós seguíamos frente a frente em lugares para quatro).
Em inglês perguntou-nos logo que língua exótica falávamos. Não me recordo se falava bem ou não, naquele momento só queríamos alguém com quem comunicar e que nos traduzisse as indicações em servo-croata cujo nosso entendimento se resumia à palavra "passport"! Ele era jovem, alto e bem constituído, um sorriso estranho...., fisicamente, em qualquer outro contexto teria dito que era britânico, nunca bósnio.
Durante esta infindável viagem em que o frio e o sono apertavam não pude pregar olho por um minuto, o nosso amigo dava-nos indicações sobre aquela que é uma das mais importantes dos Balcãs, fundada em 1461 pelos otomanos, tem uma rica história da qual nos debruçamos sobre os factos mais recentes: a guerra na Iugoslávia que deixou um rasto de destruição na cidade o qual ainda era bastante visível.
À história aliou-se a geografia e ficamos surpreendidos ao ver o nosso companheiro desenhar o mapa de Portugal por cima do da Iugoslávia para demonstrar que todos juntas ainda eram um pequeno país!
A cidade está construída no vale de Sarajevo, uma pequena depressão 500 metros acima do nível do mar. Foi a altitude que provocou a descida das temperaturas que fazia bater o dente.
Segui o resto do caminho embrulhada no casaco no nosso novo companheiro, que na primeira paragem se ofereceu para nos pagar qualquer coisa visto que não tínhamos dinheiro (na verdade, nós não tínhamos dinars, mas na Bósnia é fácil que aceitem euros para grandes importâncias e como estávamos perto da fronteira, kunas).
Embora boa pa
rte da cidade propriamente dita seja relativamente plana, as partes mais a leste e da periferia apresentam algum relevo. A zona da cidade antiga é bem conhecida pelas suas ruas íngremes.O rio Miljacka atravessa a cidade de leste para oeste e é um dos ícones geográficos da cidade.
Sarajevo está rodeada por cinco montanhas. Estas fazem parte da cadeia dos Alpes Dináricos.
À chegado procurávamos quarto nos hostels da cidade, completamente lotados quando fomos abordados por um estranho muçulmano que por 30€ nos ofereceu um quarto da sua casa com um terraço com uma vista priveligiada da cidade?
- Hum.... aceitamos?? Mas para onde nos leva ele?
1 comment:
Acho que só este post já dava para começar um livro... Suspense, aventura,... Fabuloso. Cativa a cada aspecto novo!
Beijo*
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